segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Acróstico. Presente da Fátima.


Luz trás em seu nome,
Experiência de vida procura nos transmitir,
Orgulho trago em meu peito, por ter você como companheiro.
Navego em seu coração de mansinho.
Amor, sinto por você.
Risos em seus lábios, transmite a todos felicidade.
Deus te abençoe, por muitos e muitos anos ...
Oh ! Que linda pessoinha você é.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Voar


Neste ano escrevi
Sobre aquilo que vivo
Viram tristeza ali...
Não!  Alegria cultivo

Amigos perdi para o Céu
Foram jogar noutro time
Sim, cumpriram seu papel
Mas isso, muito me oprime

De todos os que ficaram
Muitos à alma encantam
Alguns... decepcionaram
Amizade antiga, espantam

Neste ano a Estrela brilhou
Teimei, insisti no navegar
Por vezes o brilho amainou
Mas a águia tornou a voar

Ano que vem, assim será:
A Estrela vai brilhar;
O Barco navegar;
A Águia, bem alto, voar.

sábado, 21 de agosto de 2010

Saudade

poderia ter feito. Não fiz!
mas tal já não importa,
faz-me, deveras, infeliz.
agora a Ignês é morta


saudade, bonita imagem
Estrela refletida no lago.
neve, branca paisagem.
Barquinho azul... divago


saudade, qual o teu sabor?
sorvete de creme holandês,
chocolate, sabor de amor.


saudade de quem está perto,
saudade de quem está longe.
campo minado, frio deserto!



Janeiro / 10



quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Da angina à piscina.

Angor Pectoris...coisa chique, dor que tem nome e sobrenome e, ainda por cima, sobrenome terminado em consoante. O teu sobrenome termina em consoante? O “S” não vale, pois em muitos casos é apenas marca de plural.
Andei pensando: por que tenho angina?
Não faz muito tempo, há uns dezessete anos, eu tinha uma piscina, porém não curtia, quer dizer, curtir eu curtia, mas não sabia aproveitar.
Vivia de calças compridas até dentro de casa, inclusive nos feriados e finais de semana. Bermuda? Nem pensar...fica feio, não pega bem! Vivia na ansiedade, adrenalina a mil... uau! Cigarro na boca...um charme! Não, não era o cigarro que era Charme, o charme era eu. O cigarro era Marlboro . Isso mesmo, aquele do cowboy, pois Charme era cigarro de mulher, fininho, compridinho, será que existe ainda?
Pois é...Marlboro, Minister, Holywood, todos estes simpáticos bastonetes de nicotina, aliados ao meu jeito todo especial de ser, à época, afastaram-me cada vez mais da piscina e levaram-me, silenciosamente, à angina.
Mas, não pensem que foi assim fácil passar da piscina à angina. Não! Isso é um processo demorado, requer muita persistência; muitas idas, de carro, à padaria; muitos exercícios de levantamento de garfo e de arremesso de bitucas; muitas noites ‘pedalando’ o pensamento, para crescer profissionalmente e, principalmente, muita seriedade. Sim, seriedade em primeiro lugar, pois mais do que ‘ser’ você precisa ‘parecer’. Ah! Ia me esquecendo, esta transição requer, ainda, que ao longo da vida, se dê a devida importância a todos os detalhes de todo e qualquer assunto. Não podemos deixar passar nada. Tudo tem de ser discutido à exaustão, nada pode estar fora de lugar, tudo arrumadinho. Como é maravilhoso ser organizado!
Hoje, já tenho piscina novamente. Ainda não consegui usá-la, por causa do frio, mas ela está lá. Que bonita!
Entretanto, algumas vezes, por causa do que vimos acima, também tenho angina.
Li uma vez, não me lembro onde, que quando não conseguimos derrotar o inimigo devemos nos juntar a ele. Pois bem, levando em conta essa ideia e, considerando que a Angina é minha inimiga, resolvi me tornar amigo dela para, um dia, derrotá-la. Consequentemente me reaproximei de suas primas Angústia e Ansiedade...começou a festa. Neste ponto meu dilema: passei a ficar angustiado quando estava com ela e ansioso para me livrar dela.
Fiz de tudo para termos um relacionamento harmonioso, uma convivência pacífica, dei até um apelido carinhoso para ela: Gina...que simpático chamar aquela criaturinha tão fofa por Gina! Mas não conseguimos a sonhada harmonia. Ela é uma menina pegajosa, gruda no peito e não larga, nem mesmo naqueles momentos em que quero ficar sozinho, pensando na vida. É um relacionamento tenso. Ela me aperta, me sufoca, até o ponto de eu não suportar mais sua companhia e tornar-me ríspido. Aí então, ordeno com muita propriedade:
- Vá embora Gina! Vá, Gina! Ela não vai. Ao contrário, me aperta cada vez mais! O amor é lindo...
Volto a pensar...por que tenho angina?
Será que é por causa das tantas coisas que precisam acontecer e não acontecem? Planos que não se concretizam? Sonhos sonhados? Sonhos adormecidos? Sonhos acordados? Sonhos que não se realizam? Expectativa pelos resultados de exames? Aquela artéria com 83% de obstrução? A danada da Ansiedade? Tudo isso junto?
Sim! Tudo isso junto. Tenho angina quando considero tudo isso junto, quando não pontuo, (não colegas professores, não é o ‘nosso’ pontuar. É o ‘pontuar’ dos psicólogos, ou seja, pensar um item de cada vez), quando não focalizo a bola da vez causadora da angina.
Amanhã vou pedalar, é muito bom pedalar, ver os amigos queridos, uns mais amigos, outros mais queridos. Vou tentar me concentrar nos exercícios e esquecer que ainda não consegui fazer a inspeção do Kassab, por isso, cá sei, ainda dirigirei com os olhos nos guardas de trânsito, mas de forma tranquila...não apavorado como antes. Não vou me importar com as coisas que ainda não aconteceram; com a consulta que está chegando; com o teste que está às portas, com as portas que ainda não se abriram, mas que no devido tempo se abrirão. Então...pra quê preocupação?
Ah! Só pra registrar, estou escrevendo este texto angustiado, pois enquanto escrevo fico pensando que não estou produzindo...apenas escrevendo (desculpem-me amigos escritores). Escrevo também ansioso, pois não sei se as pessoas irão gostar, como vão avaliar e, claro, a Gina está aqui me acariciando, me afagando, me afogando, me desafiando, me encorajando, me fazendo gritar:
VÁ, GINA!

Leo Gargi
26/7/10 19h48

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Acróstico - Dilema.

Dor que tem nome pomposo.

Intermitente; impertinente; insistente.

Levo em meu peito, ansioso...

Enlaça a angústia. Alegria ausente

Molda o coração, torna-o agreste.

Angor Pectoris puella est

http://www.avspe.eti.br/eventos/dilema/index14.htm